Jejum intermitente – Será que funciona?

Depois de uma certa idade, fica cada vez mais difícil manter e, principalmente perder peso.

Seja por questões hormonais ou simplesmente porque as coisas são assim, o nosso metabolismo para de funcionar e, tudo aquilo que se come, resolve criar morada em nosso corpo, fazendo nosso peso aumentar a cada dia.

No meu caso não foi diferente: mesmo sendo do tipo magra, aliás magrela na adolescência, agora na fase adulta meu metabolismo resolveu se aposentar. Conclusão, um copo de cerveja, um pão ou um brigadeiro a mais, já são o suficiente para elevar o ponteiro da balança.

Depois de tentar tudo o que estava no meu alcance para voltar a caber nas minhas roupas, li uma matéria sobre o jejum intermitente e, me lembrei que quando jovem, eu fazia grandes intervalos entre as refeições. Ou seja, já praticava o método sem saber.

O que é jejum intermitente

Como o próprio nome diz, é um padrão alimentar em que a pessoa altera períodos de jejum aos períodos de alimentação.

Vários especialistas recomendam este padrão, explicando que o jejum intermitente pode ser feito duas vezes na semana, devendo a pessoa ficar 16 ou 24 horas sem comer nada.

O mais interessante é que em algum momento da vida, todos já experimentaram o jejum, seja por motivos religiosos ou ainda para a realização de exames laboritoriais.

Começando o meu jejum

Como sou daquelas que gosta de comer, este negócio de se alimentar a cada três horas comigo não funciona, simplesmente porque mesmo tendo feito o lanchinho da manhã, no almoço vou comer um pratão.

Foi assim que depois de estudar bem o tema, resolvi me arriscar e decidi que ficaria 16 horas sem comer. 24 horas seria demais para mim, pelo menos por enquanto.

Nos textos que li, as pessoas falaram sobre pular o café da manhã, indo direto para o almoço, mas desse jeito eu não consegui.

Isto porque quando acordo preciso ingerir algo, nem que seja um copo de café com leite e, segundo os especialistas, a única coisa que está liberada neste período são os chás, água, café e outras bebidas não calóricas, inclusive sem a adição de açúcar ou adoçante. (Difícil né!)

Decidi então que faria o jejum noturno prolongado, ou seja, além do jejum em que a gente já passa o horário do sono (normalmente 8 horas) sem se alimentar, eu ficaria mais 8 horas sem comer e, neste caso, poderia jejuar todos os dias.

Assim, eu comia a minha última refeição no máximo às 17hs (um lanche leve, como um pão integral com queijo e leite desnatado ou suco) e, não comia mais nada até às 10hs da manhã seguinte.

No começo foi um pouco difícil, principalmente porque tenho família que janta.

Para dar certo, eu servia o jantar da minha familia umas 19hs e, se ficasse com vontade de comer, saía da sala com uma garrafa de água em mãos.

O mais importante é que para que o jejum intermitente dê resultado, é preciso se controlar quando for fazer a refeição seguinte. Ou seja, não adianta nada ficar sem jantar e, no café comer 3 pãezinhos e um pedaço de bolo.

O café, ou a refeição seguinte deve ser normal, leve, sem exageros. O negócio aqui é comer menos e não mais!

Resultados

Aí vem a parte boa:

Na primeira e na segunda semana, deixei de fazer o jejum alguns dias e lógico exagerei um pouco nos horários que podia comer. Mesmo assim perdi 400 gramas por semana.

Para alguns pode parecer pouco, mas para mim que não perdia nem um grama a meses, perder quase um quilo em 15 dias foi uma vitória.

A partir da terceira semana, meu corpo começou a se acostumar com o ritmo da alimentação. Eu já não tinha mais aquela sensação de fraqueza e meu estômago parecia diminuir. Se eu exagerasse me sentia mal, com o estômago pesado.

Nesta fase eu já estava perdendo quase 600 gramas por semana.

Ou seja, depois de meses tentando perder 5 quilos, esta foi a primeira vez que eu acreditei ser possível.

Ainda não atingi a minha meta, mas estou bem perto disso. Estou fechando o segundo mês com menos 4,200 kg e, não pretendo parar. Se tudo der certo, poderei aproveitar o verão com um corpicho novo.

Mesmo depois, vou continuar com a prática para me manter no meu peso ideal.

Conclusão

Nem preciso dizer que este estilo de alimentação funciona, pelo menos pra mim.

No entanto, eu a desaconselho para as pessoas que não conseguem se controlar e, vão exagerar quando comerem a refeição seguinte.

A minha perda foi pequena porque realmente não tinha tanto peso para eliminar.

Como sabem, quanto menos peso se tem para perder, mais difícil é a tarefa. Mesmo assim, se conseguir eliminar pelo menos 2 quilos por mês, pensa quanto não terá perdido daqui a seis meses ou um ano?

Mas lembre-se, se tem dúvidas ou qualquer problema de saúde, converse antes com o seu médico.

Quem tiver mais dicas sobre este ou outros métodos de emagrecimento, conte para nós.

 

 

 

 

 

Claudia Freitas

Claudia Freitas, bem maior de 40, jornalista e editora deste singelo Blog.

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